quinta-feira, 13 de outubro de 2011

TORPOR

Na vida, o destino do guerreiro
o coloca sujeito a ser despedaçado
pelo oponente.

Vive aquele que,
durante o combate
sustenta os olhos cravados na disputa.

Vive aquele que,
exibindo gestos descontrolados de
paixão e determinação,
sacode e faz tremer o tambor
do peito.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Na ilha, filha. Na canoa, amor.

Precisei, busquei, sofri, encontrei.
O rio e minha canoa. Os acontecimentos, e Deus.
Chegar... a gente sempre chega.
Desembarquei em minha ilha desconhecida.
E chegar gostando é o grande presente do destino.
O sopro morno do vento faz balancê
Na minha canoa-jardim.
Colo de Ceres, morada de Perséfone.
Ao longe e ao longo de toda margem, meus olhos avistam terras cultivadas.
Meus sentidos já principiam colheita.