sábado, 20 de agosto de 2011

Habitando o entre mundos

No reino das emoções,
morada do ego e do desejo,
uma tropa de cavalos ameaça
Disparada.
No reino dos sentimentos,
morada do coração e da vontade,
uma legião de guerreiros ilumina
Guarda.

A inspiração é insuflação divina, entusiasmo poético, iluminação.
A Intuição é percepção clara da verdade sem a intervenção do raciocínio, pressentimento.
Encontrei uma passagem secreta.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Caraivana do vento

Acordava
com o rumor do vento e das ondas
Levantava-me de meus sonhos fabulosos
porque lá fora me esperava o alvorecer.

Os babadinhos da camisola cor de violeta
tremiam assombrados
enquanto os olhos intumescidos
percorriam o mar
numa caravana do tempo.

O que esse mar quer de mim? Minha solidão voluntária mantem dele distância segura.
Não há uma mão para segurar-me.

Minha viagem foi então uma carta enigmática.

Tanto vento dia e noite
me soprando a voz do mar: o velho tempo terminou.

Senti-me divina na incerteza do destino.

Agora entendo porque adoro cata-ventos.
Eles indicam qual tempo domina
e mostram a direção da energia para o trabalho.

E o rio? Lembro-me do meu "reverso"
- o que antes era superficie chegou ao profundo
E uma nova forma de vida chega à superfície.

O que sou? o rio.
que compreende que so para amar
é que se vive.
Doa-se.
Faz uma enchente de lágrimas
para oferecê-las ao mar. Senhor!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Ser - Tão!

Atravessei o confronto entre o ego e o inconsciente.
Não o falso ego, aquele superior, mas o ego verdadeiro: o ser humano.
O self, minha manifestação individual do inconsciente coletivo, conquista a si mesmo.

Quantos contratos rompi para celebrar outros maiores, mais humanos!
Que me foram comunicados numa viagem astral e que estão ligados às minhas realizações espirituais.

Neste vestibular da vida madura vejo muita substância e honra, individualidade e completude.
O sentido de limites dissolve-se
entre o amor e a luxúria
entre a submissão e a rendição.

O auto sacrificio surge como preço a pagar pela conciência de si mesmo e do conhecimento oculto.
Fico contente assim.: descobrindo em minha humanidade minha porção divina.