sábado, 23 de abril de 2011

Recolhendo ossos

Aos quarenta
não dá mais pra contemplar o próprio rabo.
Até hoje escondi meus instintos num intelecto devorador.

Agora medito, canto, danço e escrevo poemas.
Descobri meu acesso ao mundo entre mundos.
Percebo essências e seres de névoa.

Estou no deserto.
Meu fôlego e minhas verdades constroem o lar da minha alma.

O rio debaixo do rio é  minha âncora. Todos os meus sonhos me espreitam na superfície.

Preciso permitir a morte para viver à ceu aberto.

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