O reverso do rio

Percorra-me à distância.. Imagine um rio revertido... até que o que antes era superfície chegue ao profundo e novas formas de vida cheguem à superfície. De "Mulheres que correm com os lobos", e outras mais...

quinta-feira, 24 de março de 2011

AURORA BOREAL

Postado por Mar às 16:20
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O Reverso do Rio

Naquela época o tempo real não existia. Havia apenas o Jequitinhonha mudando suas formas a cada estação de chuvas. Seguida pela espera e pela surpresa. Aparecia então uma ilha, duas, três, pequenas corredeiras, as areias formando altos bancos ao longo da margem. Noutras vezes, a praia de areia fina, fofa e branca se formava no mesmo nível que a água, com caminhozinhos entre as pedras. Este blog é minha conexão entre o que estou agora e minha forma psíquica mais natural.

Bacana que o mundo virtual proporcione este livro aberto. Tava esperando o nome.
Cresci numa relação muito intensa com o Rio Jequitinhonha, que banha Coronel Murta, onde nasci. Lembro-me criança, sozinha, brincando na areia ou dentro d'água ... ficava pensando o que havia lá embaixo da água (chão), no fundo do rio, onde meus pés não alcançavam. E se não tivesse fundo? E se tivesse outro rio lá embaixo, correndo por baixo dele? Ficava imaginando o que poderia me levar até lá embaixo. Algo que me levasse pela mão, segura. Ou então.... quem sabe ele não .... virava?... viria até mim? ... só pra se mostrar ... o profundo.

O nome para o blog: "o reverso do rio" surgiu esta semana. A expressão pode ter múltiplos sentidos, depende do leitor.

Em mim, certos traços de personalidade, que podem ser logo observados, têem sua manifestação natural, instintiva " rio abaixo". Penso que há muitas formas de felicidade, e é possível que quase todas ainda estejam encobertas por modelos artificiais. - até que o que antes era superfície chegue ao profundo, e novas formas de vida cheguem à superfície .

O Jequitinhonha não virá até mim. E guardei nele meus mistérios.
A colheita é comum, mas o capinar é sozinho, como disse Guimarães Rosa.
Não há mãos para segurar-me. Então darei mergulhos de vez em quando, na expectativa de chegar cada vez mais longe. Com a fé de que lá embaixo encontrarei mil cores e de que vocês estarão aqui, " me assuntando

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